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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eleições para vereador: a concepção do novo na política de Campos



No ano que vem estaremos diante de mais uma eleição para a Câmara dos Vereadores. Ainda não sabemos se teremos mais cadeiras ou não, mas o grande debate deve ser pautado no intitulado ‘novo’.

A atual composição da casa de leis de Campos dos Goytacazes é a prova nítida de que não basta ser novo. Todos os edis que apoiam o grupo liderado pelo Deputado Federal Garotinho não realizam um trabalho
parlamentar no sentido literal da palavra. Não estou dizendo que os atuais oposicionistas não teriam a mesma postura.

Os componentes da base de apoio da Prefeita Rosinha Garotinho atuam como extensão de suas mãos dentro do legislativo. Tal constatação é fácil de ser observada quando assistimos às sessões na casa do povo.

Não há um vereador sequer da base que atue no plenário sem que haja por trás uma ordem de comando ou de orientação oriunda do casal de ex-governadores. Claro que em qualquer composição político-partidária no país, os líderes orientam seus comandados, todavia, o que acontece em Campos atinge de forma direta a representação dos vereadores perante a população.

Aqueles que votam em determinado candidato, nem sempre está outorgando procuração indireta para Garotinho ou Arnaldo, por exemplo. Esse eleitor deseja que o vereador represente os interesses de sua comunidade e não necessariamente, os anseios futuros de seus presidentes de sigla.

A ideia do lançamento de novos nomes na política local é bem vinda quando identificarmos neles a ausência das amarras do sistema. O novo nome deve ter discurso próprio mesmo sendo vinculado a um programa político, que, diga-se de passagem, possuem diretrizes partidárias similares na forma e no conteúdo, logo não fazem diferença alguma.

A sociedade campista precisa de políticos que saibam se impor diante de seus líderes, afinal existem coisas que não podem ser feitas, mesmo que seja interesse de um grupo. Apoiar um governo ou um líder também deve ter seus limites.

Não vislumbro até o presente momento nenhum nome que possa atravessar essa barreira cujas imagens de ex-prefeitos ainda rondam como capas de proteção. Um parlamentar municipal, no exercício do seu mandato deve ser firme, independente e detentor de discurso próprio.


A história da novidade é balela até o presente momento. Muitas pessoas com grande capacidade de representação não irão figurar como candidatos no próximo pleito, pois sabem bem e não sejamos hipócritas, que uma eleição para vereador em nossa cidade ultrapassa em muitos casos, quinhentos mil reais.


Para que possamos assistir à posse de um eleito realmente novo, não imaculado, mas independente, teríamos que ter a convicção de que a Justiça Eleitoral fosse garantidora, igualando os desiguais, fazendo com que os pretensos sejam eleitos por suas qualidades e não pelas forças ocultas que surgem durante o pleito e deságuam no dia da eleição em uma verdadeira multiplicação de votos.

A grande necessidade nesse momento, que antecede ao pleito é identificar os 'tentáculos' de dependência que amarram os legisladores ao executivo. Essa questão deve ser discutida a exaustão, pois as identificações desses nódulos podem fazer a diferença no futuro.

Fonte Blog do Cláudio Andrade e Site Campos Notícias

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