Fotos: Carlos Grevi / Leonardo Berenger
Em entrevista ao Site Ururau confirma acordo com lideranças estaduais
O deputado estadual Roberto Henriques visitou o Site Ururau esta semana e concedeu uma entrevista onde confirmou sua condição de pré-candidato a Prefeitura de Campos, nas eleições de 2012. No momento em que deixa o Partido da República (PR) e se filia ao Partido Social Democrata (PSD), Henriques confirmou ainda que o nome para formar a chapa deverá ser do PMDB, que através do presidente estadual, Jorge Picciani confirmou essa intenção.
SITE URURAU – Com a saída do PR, o destino será mesmo o PSD? E como está o partido em Campos?
ROBERTO HENRIQUES – O partido (PSD) está organizado no Rio de Janeiro e em Campos e tem direção. Aqui o presidente é o Expedido Sena com toda uma direção constituída com registrada no TRE. Eu como membro e assinei como fundador do partido e mais a necessidade que o momento impõe, com o chamamento para a disputa eleitoral para a Prefeitura. Então decidimos dessa forma e vamos seguir assim todo o planejamento visando um projeto político ao qual temos.
SITE URURAU – De que forma o PMDB se apresenta nesse projeto?
ROBERTO HENRIQUES – O PMDB vai indicar o vice-prefeito da minha chapa, numa demonstração de que Governo do Estado, o governador Sergio Cabral, o vice-governador Pezão, o presidente da Alerj, Paulo melo, todos estarão envolvidos no projeto de apoio a essa nossa possível candidatura pelo PSD aqui em Campos.
SITE URURAU – Quais partidos estariam neste momento compondo esse grupo?
ROBERTO HENRIQUES – O PMDB ofereceria o vice. Nós vamos procurar a partir de agora ir aglutinando forças e a tendência é que todos os partidos que fazem parte da base aliada do governador Sergio Cabral venham se somar conosco, mas isso dependerá dos assuntos internos dos partidos, das conversações, de nosso espírito de abertura política para compor não só a chapa majoritária, mas também uma boa composição das chapas para a Câmara Municipal de Campos. O Governador Cabral mandou email para o presidente do PSB, Alexandre Cardoso, para o presidente do PSC, Ronald e do PP, o senador Francisco Dornelles afirmando que seu nome para Prefeito de Campos é o meu. Respeitamos as decisões desses partidos, mas não podemos servir a dois senhores e deverá haver uma ordem unida aqui em Campos e na capital do Estado. Não pode de forma alguma caminhar na capital de um jeito e aqui de outra. O ex-presidente Lula, em almoço que participamos no Rio, disse que sua referencia no Rio é Sérgio Cabral e que irá subir nos palanques das principais cidades aqui do Rio e na capital, com as bases unidas. Então eu creio que haverá esforço de todos numa unidade de intenções, para que além do apoio de Cabral também o de Lula.
SITE URURAU – Qual a visão com relação a Câmara de Vereadores?
ROBERTO HENRIQUES – Tão importante quanto eleger um bom prefeito é elegermos uma boa Câmara Municipal, porque a Câmara de Campos lamentavelmente tem sido cúmplice desses últimos mandatos, dos descalabros que tem acontecido na cidade com o dinheiro público, com o desrespeito com a população. Então há uma necessidade de mudança radical. No curto período que fiquei prefeito dei uma mostra grátis de como administrar de forma colegiada e participativa, um novo modelo administrativo. Tivemos vários sucessos naquele curto período e só juntos vamos construir uma Campos melhor, sendo preparada sem política excludente e modelo egoísta, e sim com política competente e eficiente, aglutinando as forças regionais e unidos, interagidos na forma da Constituição Federal, com o entes federativos, seja o Governo Estadual ou o Federal.
SITE URURAU – Existe a possibilidade de nomes que poderiam ser candidatos a prefeito serem apresentados como candidatos a vereador para fortalecer o grupo?
ROBERTO HENRIQUES – Acho importante formar boas nominatas com bons nomes e a possibilidade de fazer mudar esse modelo que aí está. Não podemos falar em nomes por questões éticas e são decisões de partidos que vão depender muito da humildade política de todos. Seria uma boa estratégia interessante não só para mudar os nomes, mas também de postura.
SITE URURAU – No seu entender a eleição de 2012 já iniciou?
ROBERTO HENRIQUES – Não deveria ter iniciado, porque tem que obedecer ao calendário eleitoral. Não podemos ser foras da lei. O que se faz agora são as cogitações, ninguém é candidato, todos são pré-candidatos. Aqueles que anteciparem as eleições vão pagar com as penas previstas na Lei Eleitoral em vigor no nosso país.
SITE URURAU – No ato em defesa dos royalties o senhor chegou a ser vaiado. Qual a sua avaliação diante deste fato. Já seria uma demonstração do que se prevê para a eleição de 2012, ou seja, os embates já tiveram início?
ROBERTO HENRIQUES –Primeiro quero dizer que não fui convidado para o ato, mas estive presente porque se tratava de uma bandeira de defesa dos royalties que é do povo de Campos, da região, do Estado do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e agora de Sergipe também. Então, por isso estive presente. Fui muito bem tratado pela população, andei no meio do povo e cumprimentei a todos. Depois do ato fui o último a sair da praça. Apenas houve uma imaturidade política do Garotinho, que deveria se comportar como autoridade. Ele fez sinal com a mão para um pequeno grupo que estava na frente para promover uma vaia, mas eu os perdôo, porque são dependentes da Prefeitura. Eu disse para eles que sonho com uma Campos com uma população livre e não terão chefe apontando para vaiarem a mim ou a qualquer outra pessoa. Tive equilíbrio. Quando se falava algo desprezível e que não tinha nada haver com a nossa bandeira de luta, ficava na minha, mas aplaudia quando concordava. Disse que o momento para defesa dos royalties e que deixássemos a disputa eleitoral para seu devido momento.
SITE URURAU – Mas esse já foi sinalizador de que a disputa teve início?
ROBERTO HENRIQUES – O Garotinho gosta de ser dono daquilo que não é dele, ser dono do mandato dos outros. Ele preside um partido com mãos de ferro que tem uma comissão provisória no Estado do Rio de Janeiro, que nem teve convenção até hoje. Sua executiva é formada por funcionários de sua empresa ou assessores de Garotinho em Brasília, e que ficam obrigados a fazerem as decisões dele. Ele calculou mal no meu caso. Alguém imaginou que um homem como eu, que tem a estrada que tenho na vida pública, que iria arrendar meu mandato? Não, sou um político que me faço respeitar e respeito o voto que a população me deu. Fui o mais votado em Campos. A minha tribuna como deputado é respeitada, pois me faço respeitar, cumprindo meu mandato no rigor das nossas tradições históricas.
SITE URURAU – A sim que venceu a eleição houve uma série de especulações e já deixava claro que não devia sua vitória ao Garotinho.
ROBERTO HENRIQUES – Ficou muito claro na eleição de deputado, que Garotinho tinha duas candidaturas preferenciais. Mesmo tendo um trato comigo que teríamos duas candidaturas, devolvendo assim toda generosidade minha que pré infartado arriscando a própria vida, apoiei a Rosinha na candidatura a Prefeitura. E qual foi a nossa surpresa? Garotinho lançou vários candidatos e disse em praça pública que se tivesse dois votos um seria para sua filha e outro para o Geraldo Pudim. Então como ele me apoiou? Rosinha peregrinou a cidade fazendo caminhadas com Pudim. Agora vem dizer que sou ingrato, ingrato foi ele, arriscando fazer com que Campos ficasse sem representação. Devo a minha eleição aos companheiros que me apoiaram. Da estrutura do poder sei quem me ajudou e sou muito grato a eles, e sei quem me atrapalhou e tentou conspirar a todo instante contra a minha eleição.
SITE URURAU – O senhor acredita que a eleição em Campos será uma preliminar da disputa para o Governo do Estado em 2014, onde Garotinho estará novamente em disputa com o grupo de Cabral?
ROBERTO HENRIQUES – Eu não vou de forma alguma colocar esse ingrediente na campanha aqui, sendo eu confirmado candidato nas convenções, porque temos que discutir aqui outros temas. A eleição de governadoria é daqui quase há quatro anos. Não podemos oferecer esse desserviço antecipando essa discussão, e não podemos colocar a cidade e seu destino a serviço dessa discussão. Eu não entrarei nessa discussão de governadoria agora, e sim no que entendemos que tem que ser feito para colocar Campos na condição que a cidade merece, como modelo moderno de administração, envolvendo a todos de maneira honrosa.
SITE URURAU – Quando fiz em administração modelo, o que pensa?
ROBERTO HENRIQUES – Nós temos que preparar um modelo de administrar Campos em que a Prefeitura seja uma ferramenta consorciada com as unidades escolares do governo federal e estadual para prepararmos a nossa juventude para o acesso a essas oportunidades de trabalho. Preparar a cidade e colocá-la onde merece. Não pode mais ser tratado com desleixo, porque os administradores perderam o apreço pela cidade, pelo dinheiro do povo, pelo cidadão. Temos que transformar essa pratica egoísta em pratica solidaria de administração pública, e isso se da com ação participativa, desde o orçamento participativo e a aplicabilidade do dinheiro também com ação participativa.
SITE URURAU – O senhor teve a experiência de administrar o município no episódio do afastamento de Alexandre Mocaiber de quem era vice. Aquela experiência, apesar de curta, serviu para mostrar o que é possível se fazer frente administração da cidade?
ROBERTO HENRIQUES – Foi um tempo curto, porém intenso. Demos uma mostra grátis do que é administrar a Prefeitura, e deu certo porque não agi sozinho. De mãos dadas abrimos a Ponte General Dutra em quatro dias; dominamos a dengue num momento de crise, onde mobilizando as escolas, o exército, a polícia militar, o corpo de bombeiros e a sociedade civil. Foi tão perfeito o nosso trabalho que em 2009 os números de casos em Campos foi baixo. Chamei a todos para ajudar a governar. Comecei a formar os comitês de discussão, chamei os universitários para discutir as bolsas de estudo. A sociedade civil para discutir a relação da Prefeitura com a rede conveniada. Criamos um comitê para discutir a implantação da passagem a R$ 1,00. Cumpri a obrigação e fui o primeiro prefeito a colocar despesas e receitas no site da Prefeitura. Isso é mandamento da Constituição.
SITE URURAU – O que vê como principal razão de poder ser apontado como candidato com apoio do Governo do Estado à Prefeitura de Campos?
ROBERTO HENRIQUES – Quando saímos do interior para capital, vamos com uma malinha de roupa e cheio de sonhos e assim fui. Eu tinha um sonho que era de resgatar a importância política do norte e noroeste fluminense, e o primeiro ponto de honra foi conseguir um espaço de destaque na mesa diretora da Assembléia Legislativa. Eu disse que não queria nada para mim, eu queria um cargo de destaque para a região e poderia até ser para o outro deputado aqui da região, o companheiro João Peixoto, mas recaiu para mim. Com competência e habilidade política nos situamos bem no contexto da Alerj que é um colegiado composta de pluralidades, um órgão mediador onde estão as tendências da sociedade. Sou um deputado que valoriza a região.
SITE URURAU – Quais projetos que poderia destacar?
ROBERTO HENRIQUES – Entrei com a indicação legislativa que foi aprovada por unanimidade pela criação da Secretaria do Norte e Noroeste Fluminense. Estou agora em negociação, dizendo para o governador para criação da secretaria ou nos dê para a Fenorte o status de secretaria, que deveria sofrer uma mudança no seu estatuto e organograma, para ser o órgão da região para ações colegiadas na região. Outro passo importante foi o projeto de Lei 879 e 880/2011 em que estou propondo inclusão de parágrafo único para que proporcione aos nossos jovens que estão se formando, que as empresas que recebem incentivos por determinação legal abre 5% das vagas para estagiários, na forma da Lei Federal 11788, que prevê inclusive a remuneração, e também da mesma forma, 5% das vagas nesses grandes investimentos para a condição do primeiro emprego. Estamos aproveitando uma lei que já existe e acrescentando um parágrafo único ao artigo 14 dessa lei. Assim poderemos evitar a importação da mão de obra. Estou pedindo muito apoio dos amigos deputados, prefeitos e de presidentes de Câmaras de toda a região. Não se faz isso com politicagem e sim com política. Essa não é uma bandeira minha é de todos. Outro trabalho que estamos dando cadência é sempre agir de forma conjunta. Temos criado bons relacionamentos com os secretários de estado, feito inserções demonstrando que o país volta os olhos pra cá, por conta de nossa energia proveniente do petróleo. Se o mundo está de olho aqui, o Governo do Estado tem que estar com os olhos e os pés fincados aqui também, com o espírito regionalista. A Policlínica estava com a obra emperrada e conversei com o João Peixoto e juntos conseguimos resolver. Agora é o Detran onde solicitamos mais dois postos em Campos e um já está sendo providenciado. Acabou a fase de se eleger deputados para ficarem brigando um com o outro por cargos e hoje é diferente. Em ato inédito na Alerj na última semana, enquanto discursava chamei João Peixoto para ficar ao meu lado. O que nos divide às vezes são as idéias, mas não pode ser o ódio. Temos que acabar com fofocagem e garantir a política genuína da boa.
SITE URURAU – O senhor disse que aplaude governos, mesmo que sendo opositor, desde que tenha projetos positivos. No caso do governo de Rosinha, faria alguns destaques?
ROBERTO HENRIQUES – Sim é claro. O Bairro Legal é uma grande idéia e não podemos questionar a intenção do projeto, o que precisamos ver é o custo da obra e a qualidade. O Cepop é uma boa idéia, mas o que quero além de aplaudir é saber o porquê do custo que se apresenta. A prática dos preços é que precisam ser questionados. A passagem à R$ 1,00 é um excelente projeto e que foi discutida sua implantação no período em que estava prefeito. Sou amplamente favorável até de ampliá-lo, mas com transparência sem privilégios. A vacina Prevenar e HPV é uma grande iniciativa da Prefeita. Então o grande problema de Campos e que alertei a Prefeita foi para não deixar acontecer o que aconteceu com Mocaiber, deixar os sujeitos ocultos possam governar e proliferar grupos, para evitar escândalos e superfaturamentos. Tem coisa boa sendo feita sim, mas o que se fez de bom é pouco pelo tamanho da esperança que o povo depositou. Todo pessoal que estava com Mocaiber e Arnaldo Vianna hoje está no governo de Rosinha, pessoas que eles tanto criticavam.
SITE URURAU – Sabemos que o senhor teve um problema de saúde. Está recuperado e preparado para um pleito que promete ser dramático?
ROBERTO HENRIQUES – A vida foi tão exigente comigo que não tive tempo para ter medo. Mergulho por inteiro, assim como fiz como secretário, como vice-prefeito, as vezes que assumir a Prefeitura e agora como deputado. Pago qualquer preço. Vamos fazer uns exames, mas posso afirmar que está tudo bem. Sou um cavalo que morre na raia. Se pudesse escolher como morrer, morreria que nem uma árvore, de pé.

ROBERTO HENRIQUES – O partido (PSD) está organizado no Rio de Janeiro e em Campos e tem direção. Aqui o presidente é o Expedido Sena com toda uma direção constituída com registrada no TRE. Eu como membro e assinei como fundador do partido e mais a necessidade que o momento impõe, com o chamamento para a disputa eleitoral para a Prefeitura. Então decidimos dessa forma e vamos seguir assim todo o planejamento visando um projeto político ao qual temos.
SITE URURAU – De que forma o PMDB se apresenta nesse projeto?
ROBERTO HENRIQUES – O PMDB vai indicar o vice-prefeito da minha chapa, numa demonstração de que Governo do Estado, o governador Sergio Cabral, o vice-governador Pezão, o presidente da Alerj, Paulo melo, todos estarão envolvidos no projeto de apoio a essa nossa possível candidatura pelo PSD aqui em Campos.
SITE URURAU – Quais partidos estariam neste momento compondo esse grupo?
ROBERTO HENRIQUES – O PMDB ofereceria o vice. Nós vamos procurar a partir de agora ir aglutinando forças e a tendência é que todos os partidos que fazem parte da base aliada do governador Sergio Cabral venham se somar conosco, mas isso dependerá dos assuntos internos dos partidos, das conversações, de nosso espírito de abertura política para compor não só a chapa majoritária, mas também uma boa composição das chapas para a Câmara Municipal de Campos. O Governador Cabral mandou email para o presidente do PSB, Alexandre Cardoso, para o presidente do PSC, Ronald e do PP, o senador Francisco Dornelles afirmando que seu nome para Prefeito de Campos é o meu. Respeitamos as decisões desses partidos, mas não podemos servir a dois senhores e deverá haver uma ordem unida aqui em Campos e na capital do Estado. Não pode de forma alguma caminhar na capital de um jeito e aqui de outra. O ex-presidente Lula, em almoço que participamos no Rio, disse que sua referencia no Rio é Sérgio Cabral e que irá subir nos palanques das principais cidades aqui do Rio e na capital, com as bases unidas. Então eu creio que haverá esforço de todos numa unidade de intenções, para que além do apoio de Cabral também o de Lula.
ROBERTO HENRIQUES – Tão importante quanto eleger um bom prefeito é elegermos uma boa Câmara Municipal, porque a Câmara de Campos lamentavelmente tem sido cúmplice desses últimos mandatos, dos descalabros que tem acontecido na cidade com o dinheiro público, com o desrespeito com a população. Então há uma necessidade de mudança radical. No curto período que fiquei prefeito dei uma mostra grátis de como administrar de forma colegiada e participativa, um novo modelo administrativo. Tivemos vários sucessos naquele curto período e só juntos vamos construir uma Campos melhor, sendo preparada sem política excludente e modelo egoísta, e sim com política competente e eficiente, aglutinando as forças regionais e unidos, interagidos na forma da Constituição Federal, com o entes federativos, seja o Governo Estadual ou o Federal.
SITE URURAU – Existe a possibilidade de nomes que poderiam ser candidatos a prefeito serem apresentados como candidatos a vereador para fortalecer o grupo?
ROBERTO HENRIQUES – Acho importante formar boas nominatas com bons nomes e a possibilidade de fazer mudar esse modelo que aí está. Não podemos falar em nomes por questões éticas e são decisões de partidos que vão depender muito da humildade política de todos. Seria uma boa estratégia interessante não só para mudar os nomes, mas também de postura.
SITE URURAU – No seu entender a eleição de 2012 já iniciou?
ROBERTO HENRIQUES – Não deveria ter iniciado, porque tem que obedecer ao calendário eleitoral. Não podemos ser foras da lei. O que se faz agora são as cogitações, ninguém é candidato, todos são pré-candidatos. Aqueles que anteciparem as eleições vão pagar com as penas previstas na Lei Eleitoral em vigor no nosso país.
ROBERTO HENRIQUES –Primeiro quero dizer que não fui convidado para o ato, mas estive presente porque se tratava de uma bandeira de defesa dos royalties que é do povo de Campos, da região, do Estado do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e agora de Sergipe também. Então, por isso estive presente. Fui muito bem tratado pela população, andei no meio do povo e cumprimentei a todos. Depois do ato fui o último a sair da praça. Apenas houve uma imaturidade política do Garotinho, que deveria se comportar como autoridade. Ele fez sinal com a mão para um pequeno grupo que estava na frente para promover uma vaia, mas eu os perdôo, porque são dependentes da Prefeitura. Eu disse para eles que sonho com uma Campos com uma população livre e não terão chefe apontando para vaiarem a mim ou a qualquer outra pessoa. Tive equilíbrio. Quando se falava algo desprezível e que não tinha nada haver com a nossa bandeira de luta, ficava na minha, mas aplaudia quando concordava. Disse que o momento para defesa dos royalties e que deixássemos a disputa eleitoral para seu devido momento.
SITE URURAU – Mas esse já foi sinalizador de que a disputa teve início?
ROBERTO HENRIQUES – O Garotinho gosta de ser dono daquilo que não é dele, ser dono do mandato dos outros. Ele preside um partido com mãos de ferro que tem uma comissão provisória no Estado do Rio de Janeiro, que nem teve convenção até hoje. Sua executiva é formada por funcionários de sua empresa ou assessores de Garotinho em Brasília, e que ficam obrigados a fazerem as decisões dele. Ele calculou mal no meu caso. Alguém imaginou que um homem como eu, que tem a estrada que tenho na vida pública, que iria arrendar meu mandato? Não, sou um político que me faço respeitar e respeito o voto que a população me deu. Fui o mais votado em Campos. A minha tribuna como deputado é respeitada, pois me faço respeitar, cumprindo meu mandato no rigor das nossas tradições históricas.
SITE URURAU – A sim que venceu a eleição houve uma série de especulações e já deixava claro que não devia sua vitória ao Garotinho.
ROBERTO HENRIQUES – Ficou muito claro na eleição de deputado, que Garotinho tinha duas candidaturas preferenciais. Mesmo tendo um trato comigo que teríamos duas candidaturas, devolvendo assim toda generosidade minha que pré infartado arriscando a própria vida, apoiei a Rosinha na candidatura a Prefeitura. E qual foi a nossa surpresa? Garotinho lançou vários candidatos e disse em praça pública que se tivesse dois votos um seria para sua filha e outro para o Geraldo Pudim. Então como ele me apoiou? Rosinha peregrinou a cidade fazendo caminhadas com Pudim. Agora vem dizer que sou ingrato, ingrato foi ele, arriscando fazer com que Campos ficasse sem representação. Devo a minha eleição aos companheiros que me apoiaram. Da estrutura do poder sei quem me ajudou e sou muito grato a eles, e sei quem me atrapalhou e tentou conspirar a todo instante contra a minha eleição.
ROBERTO HENRIQUES – Eu não vou de forma alguma colocar esse ingrediente na campanha aqui, sendo eu confirmado candidato nas convenções, porque temos que discutir aqui outros temas. A eleição de governadoria é daqui quase há quatro anos. Não podemos oferecer esse desserviço antecipando essa discussão, e não podemos colocar a cidade e seu destino a serviço dessa discussão. Eu não entrarei nessa discussão de governadoria agora, e sim no que entendemos que tem que ser feito para colocar Campos na condição que a cidade merece, como modelo moderno de administração, envolvendo a todos de maneira honrosa.
SITE URURAU – Quando fiz em administração modelo, o que pensa?
ROBERTO HENRIQUES – Nós temos que preparar um modelo de administrar Campos em que a Prefeitura seja uma ferramenta consorciada com as unidades escolares do governo federal e estadual para prepararmos a nossa juventude para o acesso a essas oportunidades de trabalho. Preparar a cidade e colocá-la onde merece. Não pode mais ser tratado com desleixo, porque os administradores perderam o apreço pela cidade, pelo dinheiro do povo, pelo cidadão. Temos que transformar essa pratica egoísta em pratica solidaria de administração pública, e isso se da com ação participativa, desde o orçamento participativo e a aplicabilidade do dinheiro também com ação participativa.
SITE URURAU – O senhor teve a experiência de administrar o município no episódio do afastamento de Alexandre Mocaiber de quem era vice. Aquela experiência, apesar de curta, serviu para mostrar o que é possível se fazer frente administração da cidade?
ROBERTO HENRIQUES – Foi um tempo curto, porém intenso. Demos uma mostra grátis do que é administrar a Prefeitura, e deu certo porque não agi sozinho. De mãos dadas abrimos a Ponte General Dutra em quatro dias; dominamos a dengue num momento de crise, onde mobilizando as escolas, o exército, a polícia militar, o corpo de bombeiros e a sociedade civil. Foi tão perfeito o nosso trabalho que em 2009 os números de casos em Campos foi baixo. Chamei a todos para ajudar a governar. Comecei a formar os comitês de discussão, chamei os universitários para discutir as bolsas de estudo. A sociedade civil para discutir a relação da Prefeitura com a rede conveniada. Criamos um comitê para discutir a implantação da passagem a R$ 1,00. Cumpri a obrigação e fui o primeiro prefeito a colocar despesas e receitas no site da Prefeitura. Isso é mandamento da Constituição.
SITE URURAU – O que vê como principal razão de poder ser apontado como candidato com apoio do Governo do Estado à Prefeitura de Campos?
ROBERTO HENRIQUES – Quando saímos do interior para capital, vamos com uma malinha de roupa e cheio de sonhos e assim fui. Eu tinha um sonho que era de resgatar a importância política do norte e noroeste fluminense, e o primeiro ponto de honra foi conseguir um espaço de destaque na mesa diretora da Assembléia Legislativa. Eu disse que não queria nada para mim, eu queria um cargo de destaque para a região e poderia até ser para o outro deputado aqui da região, o companheiro João Peixoto, mas recaiu para mim. Com competência e habilidade política nos situamos bem no contexto da Alerj que é um colegiado composta de pluralidades, um órgão mediador onde estão as tendências da sociedade. Sou um deputado que valoriza a região.
ROBERTO HENRIQUES – Entrei com a indicação legislativa que foi aprovada por unanimidade pela criação da Secretaria do Norte e Noroeste Fluminense. Estou agora em negociação, dizendo para o governador para criação da secretaria ou nos dê para a Fenorte o status de secretaria, que deveria sofrer uma mudança no seu estatuto e organograma, para ser o órgão da região para ações colegiadas na região. Outro passo importante foi o projeto de Lei 879 e 880/2011 em que estou propondo inclusão de parágrafo único para que proporcione aos nossos jovens que estão se formando, que as empresas que recebem incentivos por determinação legal abre 5% das vagas para estagiários, na forma da Lei Federal 11788, que prevê inclusive a remuneração, e também da mesma forma, 5% das vagas nesses grandes investimentos para a condição do primeiro emprego. Estamos aproveitando uma lei que já existe e acrescentando um parágrafo único ao artigo 14 dessa lei. Assim poderemos evitar a importação da mão de obra. Estou pedindo muito apoio dos amigos deputados, prefeitos e de presidentes de Câmaras de toda a região. Não se faz isso com politicagem e sim com política. Essa não é uma bandeira minha é de todos. Outro trabalho que estamos dando cadência é sempre agir de forma conjunta. Temos criado bons relacionamentos com os secretários de estado, feito inserções demonstrando que o país volta os olhos pra cá, por conta de nossa energia proveniente do petróleo. Se o mundo está de olho aqui, o Governo do Estado tem que estar com os olhos e os pés fincados aqui também, com o espírito regionalista. A Policlínica estava com a obra emperrada e conversei com o João Peixoto e juntos conseguimos resolver. Agora é o Detran onde solicitamos mais dois postos em Campos e um já está sendo providenciado. Acabou a fase de se eleger deputados para ficarem brigando um com o outro por cargos e hoje é diferente. Em ato inédito na Alerj na última semana, enquanto discursava chamei João Peixoto para ficar ao meu lado. O que nos divide às vezes são as idéias, mas não pode ser o ódio. Temos que acabar com fofocagem e garantir a política genuína da boa.
SITE URURAU – O senhor disse que aplaude governos, mesmo que sendo opositor, desde que tenha projetos positivos. No caso do governo de Rosinha, faria alguns destaques?
ROBERTO HENRIQUES – Sim é claro. O Bairro Legal é uma grande idéia e não podemos questionar a intenção do projeto, o que precisamos ver é o custo da obra e a qualidade. O Cepop é uma boa idéia, mas o que quero além de aplaudir é saber o porquê do custo que se apresenta. A prática dos preços é que precisam ser questionados. A passagem à R$ 1,00 é um excelente projeto e que foi discutida sua implantação no período em que estava prefeito. Sou amplamente favorável até de ampliá-lo, mas com transparência sem privilégios. A vacina Prevenar e HPV é uma grande iniciativa da Prefeita. Então o grande problema de Campos e que alertei a Prefeita foi para não deixar acontecer o que aconteceu com Mocaiber, deixar os sujeitos ocultos possam governar e proliferar grupos, para evitar escândalos e superfaturamentos. Tem coisa boa sendo feita sim, mas o que se fez de bom é pouco pelo tamanho da esperança que o povo depositou. Todo pessoal que estava com Mocaiber e Arnaldo Vianna hoje está no governo de Rosinha, pessoas que eles tanto criticavam.
SITE URURAU – Sabemos que o senhor teve um problema de saúde. Está recuperado e preparado para um pleito que promete ser dramático?
ROBERTO HENRIQUES – A vida foi tão exigente comigo que não tive tempo para ter medo. Mergulho por inteiro, assim como fiz como secretário, como vice-prefeito, as vezes que assumir a Prefeitura e agora como deputado. Pago qualquer preço. Vamos fazer uns exames, mas posso afirmar que está tudo bem. Sou um cavalo que morre na raia. Se pudesse escolher como morrer, morreria que nem uma árvore, de pé.
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