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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Obras atrasadas são marcas do governo municipal!

34Érica Cabral, 31, mora há mais de 20 anos perto da avenida José Carlos Pereira Pinto e, desde que a obra começou, tem que lavar o quintal todos os dias para que a casa não fique com tanta poeira. E mesmo assim ela conta que não adianta muito. “Nós estamos sofrendo com essa obra. E o pior é que a gente não sabe quando vai terminar. De tanto lavar o quintal, vou ter que pagar o dobro na conta de água”, reclamou.
Para piorar a situação da dona de casa, o filho de 11 anos tem bronquite e os prejuízos vão ser grandes também para pagar a farmácia. “Todos os dias ele está tendo muita tosse e se eu não comprar remédio, vou fazer como? Meu filho também não tem culpa dessa poeirada”, lamentou Érica.

O motorista Romero Gomes, de 59 anos também reclama. Apesar de morar nos fundos, ele também vai precisar desembolsar um bom dinheiro para pagar a conta de água. “Antes eu pagava uma média de R$20 e há alguns meses está vindo quase R$50. Imagina se eu morasse na frente. Todos os dias eu tiro do quintal uma pá de poeira, o que não acontecia antes”, disse.

Mas não são só os moradores que torcem para que a obra termine o quanto antes. Comerciantes não agüentam mais ter tantos prejuízos. Na rua Messias Urbano dos Santos, que fica perpendicular à avenida, os trabalhos começaram na segunda-feira, 04. — A gente se vira para não deixar de vender. Meus funcionários muitas vezes precisam levar a mercadoria até o local onde a obra não começou. Como eu moro em cima da loja, minha piscina fica completamente suja.— lamentou Francisco Paulo Telles, proprietário de uma loja e uma fábrica de gesso na rua há mais de 18 anos.

Ralph Almeida, 40 anos, também é comerciante de peças de motos e já sente os prejuízos. “Os clientes reclamam porque não tem onde estacionar e as vendas caíram muito. Além disso, nem tento mais deixar minha loja limpa.”— lamentou Ralph Almeida, 40anos, comerciante de peças de motos.

As obras na avenida José Carlos Pereira Pinto são para a implantação do sistema de galerias pluviais. De acordo com o site oficial da Prefeitura de Campos, depois de concluída a reforma, o escoamento da água deve acabar com os alagamentos que aconteciam próximo ao Hospital Geral de Guarus (HGG). Mesmo assim, os moradores do Parque Presidente Vargas devem continuar sofrendo com a poeira, já que no site da prefeitura não consta quando vão ser terminadas as obras.
Ralph diz que sabe da importância da reforma e que são necessárias melhorias, mas não entende por que tantas obras no mesmo local, em tão pouco tempo. “Esta é a terceira vez que fazem o recapeamento em um ano. Enquanto isso, outras ruas precisam de melhorias. Nosso asfalto estava bom. Nós até tentamos reunir alguns comerciantes para impedir que a obra chegasse aqui, mas não conseguimos”, reclamou.
Fonte: Campos Notícias

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