Impossível falar do IFF sem misturar sentimentos pessoais, parcialidade ou intenções. Nem vou discutir a cretinice conhecida dos meios de comunicação, que ontem e hoje estampam ser a Democracia um dado novo na instituição, e pretendem impor sua versão que só o resultado que celebram que pode ser tido como democrático.
Confundem independência com a pretensa imparcialidade ou neutralidade que dizem professar. Misturam posição política com servidão a interesses que, antes, diziam odiar, apenas para juntar uns trocados, e enfim, julgam e medem todos pelo tamanho diminuto de suas réguas e limites morais, ou seja, rasteiros.
Pelo que escrevem, pouco conhecem do IFF, e muito menos de Democracia.
Mas isso é o de se esperar, embora seja irrelevante. Já tratamos e reviramos esse péssimo tema em outras épocas, então deixemos nessa breve introdução o pouco, ou nada de atenção que merecem.
Vamos ao meu, ao nosso IFF, que agora, por orgulho e felicidade, incorporei como uma herança ao matricular minha descendente lá, como uma tradição que só quem estudou lá sabe o que significa. Eu sei, eu sei, eu sei, esses sentimentos "tolos", e dirão alguns até exclusivistas, como se nós IFFianos(eu sou do época da ETFC)ocupássemos uma casta diferente, pudéssemos reivindicar certa distinção.
Não é nada disso. Os laços que me prendem a essa memorável escola são outros. A tradição a que me refiro é outra. É ali que forjei minha percepção contra as injustiças, minha noção política das coisas, e pude experimentar pela primeira vez a sensação de "saber, fazer, saber" um pouquinho da História. Essa é uma sorte que poucos terão experimentado, e os poucos que experimentaram, menos ainda permanecerão fiéis a essa experiência.
Todo processo eleitoral causa fraturas, dissidências, traições, acusações, etc. É do processo. No entanto, o que preocupa na eleição do IFF, que acaba de acontecer, foi a natureza fratricida que se incorporou, e que na verdade, já vinha acumulando peso ao longo do tempo, açodado pelos de sempre.
Você imaginaria que um candidato a diretor de Campus, ou melhor a re-eleição, melhorasse o lanche(com incremento de gelatina e pães de queijo nas semanas anteriores às eleições)ou promessas de distribuição de traquitanas eletrônicas (tablets) a alunos, no melhor estilo garotista?
Bem, cada um faz a campanha que melhor convier, mas não dá para ficar indiferente a esse esquema de aliciamento. Pensando bem, quem explicita suas intenções de forma tão, vamos dizer, pragmática e utilitarista, o que terá acertado nos bastidores em troca de certos apoios? Não se sabe.
Mas enfim, perdeu quem não soube ganhar, ou quem não pode ganhar, ou prefiro acreditar, não quis ganhar a qualquer preço.
Isso também é Democracia, e saibam, ela não chegou agora no IFF. Nós a aperfeiçoamos durante os últimos 25 anos o que já trazia no seu DNA desde o começo, fundada por um inédito presidente campista e negro.
Como vemos, essa História toda não cabe em folhas de péssimo cheiro que embrulham o mesmo peixe podre de sempre.
Republicamos aqui a carta da professora Cibele e da professora Guiomar:
Fonte: Blog Planície Lamacenta.
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